Artigos

A Influência da Temperatura nas Plantas

 

Alexandre Vendemiatti

www.plantarsempre.com.br

17/03/2017

 

Mais um inverno chegando e aos poucos as plantas vão respondendo a esta condição peculiar. Os dias ficando mais curtos, a radiação menor e a temperatura média mais baixa.

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Mais um inverno chegando e aos poucos as plantas vão respondendo a esta condição peculiar. Os dias ficando mais curtos, a radiação menor e a temperatura média mais baixa. Além disso, as simulações computacionais indicam que este ano de 2017 e muito provavelmente no ano que vem, teremos um inverno mais rigoroso, como foi o caso dos anos de 1997 e 1998 (El Niño) trazendo na sequencia um resfriamento entre 1999 e 2001 (La Niña). Este fenômeno ocorre há muito tempo. Além do frio, teremos mais chuvas. As plantas endêmicas e que fazem parte da natureza estão adaptadas para enfrentarem essas mudanças. É sempre bom lembrar que as plantas domésticas, aquelas que muitas pessoas possuem dentro de casa, no jardim ou quintal, estão sujeitas a estas mudanças e é necessário seus cuidadores atentarem para mudar o manejo ou trato. Nesse período a frequência de rega deve ser diminuída, pois, as plantas ficam com sua seiva mais viscosa diminuindo a velocidade de transporte de água pelos xilemas e floemas. Algumas plantas devem ser colocadas em locais com maior insolação uma vez que a quantidade de sol direta ou indiretamente será menor. O relógio biológico das plantas está ajustado para trabalhar de acordo com suas características naturais. Plantas domesticadas, são tiradas de seu habitat natural e colocadas em locais totalmente diferentes. E aí começam os problemas. Nós estamos próximos do trópico de Capricórnio, um dos principais círculos de latitude. Vivemos exatamente na divisa entre as zonas tropical e temperada. É uma faixa de transição. Qualquer planta nativa desta região irá se comportar muito bem, porém, plantas ornamentais ou frutíferas têm seu desempenho metabólico influenciado por estas mudanças. Na falta de conhecimento de cada espécie ou cultivar as consequências podem trazer injúrias ao vegetal, como o favorecimento do ataque de pragas e doenças. O excesso de água se torna mais prejudicial ainda, pois, plantas em vaso, em locais de sombra tendem a perder água muito lentamente, seja por transpiração ou evaporação. Em 1863 Julius von Sachs descobre que plantas possuem sensibilidade à temperatura. Assim, é importante saber que existe a temperatura mínima, que abaixo desta a planta não crescerá, e tende a morrer, a temperatura ideal em que ela cresce exponencialmente e a temperatura máxima, que acima desta a planta não cresce e pode morrer. O efeito da temperatura nas plantas é tão grande que induz outros fenômenos além do crescimento. A mudança brusca de temperatura determina a abertura ou fechamento das flores bem como outros comportamentos diferentes na busca por se estabilizar de acordo com a novo regime climático. Algumas não conseguem se adaptar e morrem pela falta de condições adequadas. Isto é muito comum em plantas compradas nas mais diversas lojas do ramo. Principalmente aquelas que passaram por vernalização e forçosamente tiveram seu relógio mudado. A dica é a de sempre, trate suas plantas como se fosse um cão ou um gato, esses animais, por interagirem de uma forma mais responsiva a estímulos nos mostram rapidamente aquilo que eles gostam ou não. As plantas demoram um pouco mais para responder, mas interagem da mesma forma.

 
 


Regularmente matriculado no CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal e ACIPI

Piracicaba - São Paulo - Brasil




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Mais um inverno chegando e aos poucos as plantas vão respondendo a esta condição peculiar. Os dias ficando mais curtos, a radiação menor e a temperatura média mais baixa.

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Mais um inverno chegando e aos poucos as plantas vão respondendo a esta condição peculiar. Os dias ficando mais curtos, a radiação menor e a temperatura média mais baixa. Além disso, as simulações computacionais indicam que este ano de 2017 e muito provavelmente no ano que vem, teremos um inverno mais rigoroso, como foi o caso dos anos de 1997 e 1998 (El Niño) trazendo na sequencia um resfriamento entre 1999 e 2001 (La Niña). Este fenômeno ocorre há muito tempo. Além do frio, teremos mais chuvas. As plantas endêmicas e que fazem parte da natureza estão adaptadas para enfrentarem essas mudanças. É sempre bom lembrar que as plantas domésticas, aquelas que muitas pessoas possuem dentro de casa, no jardim ou quintal, estão sujeitas a estas mudanças e é necessário seus cuidadores atentarem para mudar o manejo ou trato. Nesse período a frequência de rega deve ser diminuída, pois, as plantas ficam com sua seiva mais viscosa diminuindo a velocidade de transporte de água pelos xilemas e floemas. Algumas plantas devem ser colocadas em locais com maior insolação uma vez que a quantidade de sol direta ou indiretamente será menor. O relógio biológico das plantas está ajustado para trabalhar de acordo com suas características naturais. Plantas domesticadas, são tiradas de seu habitat natural e colocadas em locais totalmente diferentes. E aí começam os problemas. Nós estamos próximos do trópico de Capricórnio, um dos principais círculos de latitude. Vivemos exatamente na divisa entre as zonas tropical e temperada. É uma faixa de transição. Qualquer planta nativa desta região irá se comportar muito bem, porém, plantas ornamentais ou frutíferas têm seu desempenho metabólico influenciado por estas mudanças. Na falta de conhecimento de cada espécie ou cultivar as consequências podem trazer injúrias ao vegetal, como o favorecimento do ataque de pragas e doenças. O excesso de água se torna mais prejudicial ainda, pois, plantas em vaso, em locais de sombra tendem a perder água muito lentamente, seja por transpiração ou evaporação. Em 1863 Julius von Sachs descobre que plantas possuem sensibilidade à temperatura. Assim, é importante saber que existe a temperatura mínima, que abaixo desta a planta não crescerá, e tende a morrer, a temperatura ideal em que ela cresce exponencialmente e a temperatura máxima, que acima desta a planta não cresce e pode morrer. O efeito da temperatura nas plantas é tão grande que induz outros fenômenos além do crescimento. A mudança brusca de temperatura determina a abertura ou fechamento das flores bem como outros comportamentos diferentes na busca por se estabilizar de acordo com a novo regime climático. Algumas não conseguem se adaptar e morrem pela falta de condições adequadas. Isto é muito comum em plantas compradas nas mais diversas lojas do ramo. Principalmente aquelas que passaram por vernalização e forçosamente tiveram seu relógio mudado. A dica é a de sempre, trate suas plantas como se fosse um cão ou um gato, esses animais, por interagirem de uma forma mais responsiva a estímulos nos mostram rapidamente aquilo que eles gostam ou não. As plantas demoram um pouco mais para responder, mas interagem da mesma forma.

 
 




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Mais um inverno chegando e aos poucos as plantas vão respondendo a esta condição peculiar. Os dias ficando mais curtos, a radiação menor e a temperatura média mais baixa.

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Mais um inverno chegando e aos poucos as plantas vão respondendo a esta condição peculiar. Os dias ficando mais curtos, a radiação menor e a temperatura média mais baixa. Além disso, as simulações computacionais indicam que este ano de 2017 e muito provavelmente no ano que vem, teremos um inverno mais rigoroso, como foi o caso dos anos de 1997 e 1998 (El Niño) trazendo na sequencia um resfriamento entre 1999 e 2001 (La Niña). Este fenômeno ocorre há muito tempo. Além do frio, teremos mais chuvas. As plantas endêmicas e que fazem parte da natureza estão adaptadas para enfrentarem essas mudanças. É sempre bom lembrar que as plantas domésticas, aquelas que muitas pessoas possuem dentro de casa, no jardim ou quintal, estão sujeitas a estas mudanças e é necessário seus cuidadores atentarem para mudar o manejo ou trato. Nesse período a frequência de rega deve ser diminuída, pois, as plantas ficam com sua seiva mais viscosa diminuindo a velocidade de transporte de água pelos xilemas e floemas. Algumas plantas devem ser colocadas em locais com maior insolação uma vez que a quantidade de sol direta ou indiretamente será menor. O relógio biológico das plantas está ajustado para trabalhar de acordo com suas características naturais. Plantas domesticadas, são tiradas de seu habitat natural e colocadas em locais totalmente diferentes. E aí começam os problemas. Nós estamos próximos do trópico de Capricórnio, um dos principais círculos de latitude. Vivemos exatamente na divisa entre as zonas tropical e temperada. É uma faixa de transição. Qualquer planta nativa desta região irá se comportar muito bem, porém, plantas ornamentais ou frutíferas têm seu desempenho metabólico influenciado por estas mudanças. Na falta de conhecimento de cada espécie ou cultivar as consequências podem trazer injúrias ao vegetal, como o favorecimento do ataque de pragas e doenças. O excesso de água se torna mais prejudicial ainda, pois, plantas em vaso, em locais de sombra tendem a perder água muito lentamente, seja por transpiração ou evaporação. Em 1863 Julius von Sachs descobre que plantas possuem sensibilidade à temperatura. Assim, é importante saber que existe a temperatura mínima, que abaixo desta a planta não crescerá, e tende a morrer, a temperatura ideal em que ela cresce exponencialmente e a temperatura máxima, que acima desta a planta não cresce e pode morrer. O efeito da temperatura nas plantas é tão grande que induz outros fenômenos além do crescimento. A mudança brusca de temperatura determina a abertura ou fechamento das flores bem como outros comportamentos diferentes na busca por se estabilizar de acordo com a novo regime climático. Algumas não conseguem se adaptar e morrem pela falta de condições adequadas. Isto é muito comum em plantas compradas nas mais diversas lojas do ramo. Principalmente aquelas que passaram por vernalização e forçosamente tiveram seu relógio mudado. A dica é a de sempre, trate suas plantas como se fosse um cão ou um gato, esses animais, por interagirem de uma forma mais responsiva a estímulos nos mostram rapidamente aquilo que eles gostam ou não. As plantas demoram um pouco mais para responder, mas interagem da mesma forma.


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