Artigos

Nutrição Líquida para Plantas

 Alexandre Vendemiatti

Este tipo de fertilizante químico é recorrente no uso doméstico e também comercial, vem para suprir a planta quando o solo ou substrato não são suficientes para abastecê-la com uma alimentação correta,

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Este tipo de fertilizante químico é recorrente no uso doméstico e também comercial, vem para suprir a planta quando o solo ou substrato não são suficientes para abastecê-la com uma alimentação correta, quando o solo é velho, fraco ou o substrato não segura os nutrientes por suas características físico-químicas. O correto ao adquirir o fertilizante líquido, é ler e entender a bula. O mercado oferece dois tipos de fertilizantes líquidos, um deles é para uso nas folhas, conhecido tradicionalmente como ‘adubo foliar’, o outro, embora seja líquido, deverá ser diluído em água e aplicado com um regador para absorção via radicular. - Não tem problema a solução, molhar as plantas, ao regar o vaso ou canteiro. - A forma de saber a diferença entre ambos é através da informação vinda do vendedor - que deve ser treinado - ou lendo a bula. É sempre bom fazer essas aplicações pela manhã, ou no fim da tarde. O adubo líquido é uma concentração de nutrientes, errar para mais no preparo da solução (ou calda) é correr o risco de queimar a planta, principalmente se for muito herbácea. No uso doméstico não recomendo este tipo de nutrição, justamente por causa deste risco. Além disso, ainda existe o fato do produto não conter realmente as dosagens informadas. Porém, caso opte por este manejo em nutrir suas plantas, o correto é pulverizar até as folhas ficarem encharcadas escorrendo o excesso para o solo do vaso ou canteiro. Isso não significa que a planta consiga absorver este excedente via radicular. É claro que qualquer nutriente disponibilizado na superfície, será lixiviado e aproveitado pela planta. Mas quando o fertilizante líquido é realmente foliar, sua concentração de nutrientes é muito baixa, tão baixa que acaba sendo incorporado pelo solo antes de ser absorvido pela planta. Esta forma de manejo utilizada por algumas pessoas dá um entendimento equivocado de absorção pela folha. Antes se acreditava que esses nutrientes eram absorvidos pelos estômatos, mas posteriormente descobriu-se que essa absorção é feita por regiões situadas no entorno do estômato e que estes, são utilizados apenas para trocas gasosas, inclusive, vapor de água. Contudo, outra fragilidade deste tipo de manejo é que moléculas pesadas de macronutrientes não são carregadas para dentro da planta. Fixa-se fortemente na superfície foliar e ali permanecem, não sendo translocadas. Sugiro o uso de uma calda feita com esterco de gado ou cavalo enriquecida com húmus de minhoca que depois de passado em peneira, poderá ser aplicado na forma de adubo líquido via radicular, nutrindo a planta da mesma forma, sem correr o risco de queimar as folhas ou matar a planta.

 
 


Regularmente matriculado no CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal e ACIPI

Piracicaba - São Paulo - Brasil




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Este tipo de fertilizante químico é recorrente no uso doméstico e também comercial, vem para suprir a planta quando o solo ou substrato não são suficientes para abastecê-la com uma alimentação correta, quando o solo é velho, fraco ou o substrato não segura os nutrientes por suas características físico-químicas. O correto ao adquirir o fertilizante líquido, é ler e entender a bula. O mercado oferece dois tipos de fertilizantes líquidos, um deles é para uso nas folhas, conhecido tradicionalmente como ‘adubo foliar’, o outro, embora seja líquido, deverá ser diluído em água e aplicado com um regador para absorção via radicular. - Não tem problema a solução, molhar as plantas, ao regar o vaso ou canteiro. - A forma de saber a diferença entre ambos é através da informação vinda do vendedor - que deve ser treinado - ou lendo a bula. É sempre bom fazer essas aplicações pela manhã, ou no fim da tarde. O adubo líquido é uma concentração de nutrientes, errar para mais no preparo da solução (ou calda) é correr o risco de queimar a planta, principalmente se for muito herbácea. No uso doméstico não recomendo este tipo de nutrição, justamente por causa deste risco. Além disso, ainda existe o fato do produto não conter realmente as dosagens informadas. Porém, caso opte por este manejo em nutrir suas plantas, o correto é pulverizar até as folhas ficarem encharcadas escorrendo o excesso para o solo do vaso ou canteiro. Isso não significa que a planta consiga absorver este excedente via radicular. É claro que qualquer nutriente disponibilizado na superfície, será lixiviado e aproveitado pela planta. Mas quando o fertilizante líquido é realmente foliar, sua concentração de nutrientes é muito baixa, tão baixa que acaba sendo incorporado pelo solo antes de ser absorvido pela planta. Esta forma de manejo utilizada por algumas pessoas dá um entendimento equivocado de absorção pela folha. Antes se acreditava que esses nutrientes eram absorvidos pelos estômatos, mas posteriormente descobriu-se que essa absorção é feita por regiões situadas no entorno do estômato e que estes, são utilizados apenas para trocas gasosas, inclusive, vapor de água. Contudo, outra fragilidade deste tipo de manejo é que moléculas pesadas de macronutrientes não são carregadas para dentro da planta. Fixa-se fortemente na superfície foliar e ali permanecem, não sendo translocadas. Sugiro o uso de uma calda feita com esterco de gado ou cavalo enriquecida com húmus de minhoca que depois de passado em peneira, poderá ser aplicado na forma de adubo líquido via radicular, nutrindo a planta da mesma forma, sem correr o risco de queimar as folhas ou matar a planta.

 
 




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Este tipo de fertilizante químico é recorrente no uso doméstico e também comercial, vem para suprir a planta quando o solo ou substrato não são suficientes para abastecê-la com uma alimentação correta, quando o solo é velho, fraco ou o substrato não segura os nutrientes por suas características físico-químicas. O correto ao adquirir o fertilizante líquido, é ler e entender a bula. O mercado oferece dois tipos de fertilizantes líquidos, um deles é para uso nas folhas, conhecido tradicionalmente como ‘adubo foliar’, o outro, embora seja líquido, deverá ser diluído em água e aplicado com um regador para absorção via radicular. - Não tem problema a solução, molhar as plantas, ao regar o vaso ou canteiro. - A forma de saber a diferença entre ambos é através da informação vinda do vendedor - que deve ser treinado - ou lendo a bula. É sempre bom fazer essas aplicações pela manhã, ou no fim da tarde. O adubo líquido é uma concentração de nutrientes, errar para mais no preparo da solução (ou calda) é correr o risco de queimar a planta, principalmente se for muito herbácea. No uso doméstico não recomendo este tipo de nutrição, justamente por causa deste risco. Além disso, ainda existe o fato do produto não conter realmente as dosagens informadas. Porém, caso opte por este manejo em nutrir suas plantas, o correto é pulverizar até as folhas ficarem encharcadas escorrendo o excesso para o solo do vaso ou canteiro. Isso não significa que a planta consiga absorver este excedente via radicular. É claro que qualquer nutriente disponibilizado na superfície, será lixiviado e aproveitado pela planta. Mas quando o fertilizante líquido é realmente foliar, sua concentração de nutrientes é muito baixa, tão baixa que acaba sendo incorporado pelo solo antes de ser absorvido pela planta. Esta forma de manejo utilizada por algumas pessoas dá um entendimento equivocado de absorção pela folha. Antes se acreditava que esses nutrientes eram absorvidos pelos estômatos, mas posteriormente descobriu-se que essa absorção é feita por regiões situadas no entorno do estômato e que estes, são utilizados apenas para trocas gasosas, inclusive, vapor de água. Contudo, outra fragilidade deste tipo de manejo é que moléculas pesadas de macronutrientes não são carregadas para dentro da planta. Fixa-se fortemente na superfície foliar e ali permanecem, não sendo translocadas. Sugiro o uso de uma calda feita com esterco de gado ou cavalo enriquecida com húmus de minhoca que depois de passado em peneira, poderá ser aplicado na forma de adubo líquido via radicular, nutrindo a planta da mesma forma, sem correr o risco de queimar as folhas ou matar a planta.


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