Artigos

A Felicidade e a Matemática

 Alexandre Vendemiatti

30/03/2013

Por vezes me pego vendo matérias em telejornais, sobre alguma injustiça cometida por todo o tipo de pessoas. Até aí, ainda é passível de compreensão

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Por vezes me pego vendo matérias em telejornais, sobre alguma injustiça cometida por todo o tipo de pessoas. Até aí, ainda é passível de compreensão de minha parte, pois não me cabe fazer juízo alheio, porém abro uma ressalva, quando ouço os responsáveis pelo ilícito criarem todo o tipo de argumento para ausentar-se desse ônus e pior que isso depositar a responsabilidade em outrem. Para mim as pessoas deveriam assumir suas faltas, pois quando conhecemos o propósito dos 5 passos para o arrependimento, vemos da grandeza de Jesus em assumir nossas faltas. Acredito que esse comportamento por parte da maioria das pessoas se dá justamente pelo afastamento da doutrina cristã promovido pelas inúmeras igrejas que povoam nosso país, além de ser potencializado pela fragilidade de lei. Mas vamos aos passos que estão norteando minha reflexão e que aprendi quando mais jovem.

Primeiro passo: Reconhecer o erro. Isso significa assumir a culpa por aquilo que fez o quanto antes que se deu por conta do erro cometido. É uma decisão íntima e pessoal.

Segundo passo: Pedir desculpa (perdão) a quem ofendeu ou prejudicou; Isso é difícil. Assumir já não é fácil, desculpar-se é pior ainda. Por isso que inventaram a confissão do errante para alguns sacerdotes. É justamente uma forma de fazer com que o errante confesse seu erro, porém para outra pessoa. Mas se o errante tem que confessar, que seja exatamente para quem ele ofendeu ou prejudicou e não com ou para os outros.

Terceiro passo: Reparar o erro para a pessoa que ofendeu ou prejudicou; Isso é óbvio, afinal, o dano pecuniário é até de certa forma fácil de ser resolvido, mas e quando as pessoas tiram a vida de outrem? Esse terceiro passo é fundamental para a reflexão das pessoas antes de fazerem alguma coisa contra alguém, com certeza, ao refletir, verá que o resultado de seus atos poderá gerar uma consequência irreparadora, dinheiro podemos devolver mesmo que levemos anos, mas a vida do próximo não tem como ser devolvida, nem como consolar a dor das famílias.

Quarto passo: Ter a certeza que nunca mais irá repetir aquele erro;

Uma vez tendo feito os três primeiros com o coração contrito e realmente buscando a sinceridade, a natureza humana nos envergonha do ato cometido, sendo este um motivo de repúdio pelo próprio errante. É esse pensamento que Cristo dá a mulher que foi salva por Ele do apedrejamento: ‘Vá e não peques mais!’ Em outras palavras: ‘Vá e não cometa o mesmo erro outras vezes!’

Quinto passo: Esquecer-se do erro.

Uma das coisas que é natural do ser humano é ficar se culpando para sempre de erros cometidos no passado. Isso é errado. Afinal, temos consciência tanto do ato como do processo de arrependimento adotado. E principalmente quando temos a certeza de que não mais repetiremos o mesmo erro outras vezes. Esquecer vem a ser uma das formas que Jesus encontrou de nos confortar sem ter que se punir pelo resto da vida. Esquecer é necessário para que o espírito continue em seu caminho de aprendizado, afinal, o erro faz parte do acerto, o erro enriquece o conhecimento. E esta é a finalidade de todos nós, evoluirmos mental e espiritualmente.

Entender e aceitar esses passos é importantíssimo para compreensão da doutrina cristã quanto ao fato da remissão de nossos erros. Pois a doutrina é pétrea, é inflexível e não depende do Canon de nenhuma igreja. Assim, posso afirmar que religião não tem nada em comum com Jesus Cristo ou com cristianismo, todas as igrejas são de vãs doutrinas, hora aqui ou outra lá, acabam distorcendo a verdadeira doutrina cristã. E esta, só pode ser compreendida quando se conhece mais e mais da teologia do que do dogma de cada igreja. Principalmente por saber que o conceito de igreja por si só já está distorcido. Por muito tempo a imagem de igreja é o entendimento da construção civil com paredes, portas e janelas para receber os fiéis. E o entendimento de igreja é a reunião dos fieis em qualquer lugar para nesse momento aprenderem da doutrina cristã. As igrejas criam seus próprios rituais e dão como sendo rituais cristãos. Mas se a doutrina é inflexível, qualquer derivação dela significa apostasia que é o afastamento da verdade. Porém, as igrejas não querem ver assim e muito menos que seus fiéis vejam, dessa forma, dizem que seus rituais são sacros e adotam o conceito de dogma ou Canon. Para tomar isso como verdade, basta lembrar Martinho Lutero ou João Calvino, entre outros. Agora vamos aos fatos. A compaixão de Cristo por nós está dentro da lei. E precisamos entender isso muito bem, pois, somente pela graça através de nossa fé poderemos ser felizes, ou salvos como dizem alguns. Se não existisse lei, não haveria erro, não havendo erro, não precisaríamos de Cristo. Seguramente estaríamos vivendo o plano de Lúcifer quando disse que não se perderia nenhuma alma. Quando vejo nos noticiários as pessoas covardemente mentindo quanto aos fatos que o levaram a cometer um ilícito qualquer, observo duas coisas bem claras, uma delas é que essa pessoa não vive o Evangelho a outra é que com certeza não conhece os cinco passos do arrependimento. As declarações são vergonhosamente um depositário de culpa no próximo que nesse caso é a vítima. Isso é notado no passado mais remoto do comportamento do ser humano. A ausência de responsabilidade das pessoas é observada nos primeiros relatos bíblicos quando Deus questiona a Adão sobre o fruto proibido, e este responde a Deus, culpando-o por ter-lhe dado Eva. E Eva culpou a serpente por ter comido do fruto proibido. Além disso, o livro de Levítico trata exatamente do sacrifício de animais para a remissão dos pecados do povo daquela época. Cada animal em gênero e número, para cada tipo de pecado. Assim, desde os tempos imemoriais o Homem deposita a sua culpa em outra pessoa para não assumir seus próprios erros. Ou então, sacrifica um animal em lugar de seus erros. E quando não tem a quem culpar ou oferecer como sacrifício, deposita o ônus da culpa em Lúcifer. E Lúcifer é um personagem equivocadamente mal interpretado por todas as religiões. Não é necessário culpar outrem nem mesmo Lúcifer pelos seus erros. Isso tudo é desnecessário, pois Jesus assumiu esses erros no Getsamani e pagou por eles na Cruz. Quando Ele agiu assim, ausentou automaticamente a responsabilidade do errante. Dessa forma voltamos ao primeiro passo do arrependimento, que é assumir o nosso erro. Seguindo a doutrina cristã, basta que tenhamos fé e seremos salvos pela graça e misericórdia de Deus. Resta-nos apenas fazer as obras que são os exercícios da fé. E por quê Jesus disse a João Batista que Ele deveria ser batizado por João? Ele mesmo respondeu a João que era para que toda a lei se cumprisse. E a lei era dos antigos profetas que estão no Velho Testamento, a Lei de Moisés. Ora, uma vez cumprida a lei, Jesus estava amparado por esta mesma lei, quanto a ser nosso credor. Em outras palavras, ele comprou nossos erros e pagou por eles, agora todos nós devemos a Ele. Volto a dizer que o errante alcançará a felicidade, pela graça e misericórdia de Deus e não pela lei. Essa é a proposta da doutrina de Cristo. Agora gostaria de tocar num assunto que me deixa reflexivo quanto a veracidade da assertiva em que todas as repostas são dadas pela matemática. Esse pensamento foi criado pelo filósofo grego Pitágoras no século VI a.C. Por vezes me deparo com pessoas que têm afinidade com Ciências Exatas e dizem sobre a Matemática ser uma ciência que está em TUDO. Vamos refletir um pouco sobre essa assertiva. Matemática são regras, regras são leis e leis devem ser cumpridas e não discutidas, numa visão antropocêntrica e religiosa elas não nos fazem felizes, ao contrário, nos condenam, portanto saber sobre Matemática é saber somente sobre leis e regras. A graça de Jesus não preconiza o cumprimento das leis por nós, mas sim, o seguimento da doutrina que nos admoesta para fazermos obras, amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Vejo as pessoas que têm facilidade com Ciências Exatas, muitas vezes erram naturalmente por acreditar que tudo se resolve em algum modelo matemático, mas a grande sacada disso é saber que não existem fórmulas para a salvação, absolvição ou felicidade, pois a perfeição está no caos e no caos não há modelos, regras ou leis. O caos é o modelo de perfeição, pois ele obedece a ordem natural das coisas. E o entendimento do caos é fazer a analogia com um rio que não é o mesmo da nascente à foz. Não existe fórmula ou modelo que consiga definir um rio e seu movimento. Fórmulas ou modelos matemáticos não conseguem sequer prever o passado. Coisas que já aconteceram e sabemos por observação e registros como planilhas, fotos, testemunhos, etc. Por exemplo, podemos citar as previsões meteorológicas que depois de bilhões de cálculos acabam por tentativa de acerto e erro prever o futuro das chuvas, mas os mesmos modelos matemáticos que foram utilizados para prever o futuro não conseguiram prever o passado que já foi registrado por equipamentos, como computadores, os mesmos utilizados para fazer os cálculos. Isso é uma fragilidade do modelo que não se aplica no tempo espaço definido por Einstein e muito menos para a doutrina cristã. Ora como vamos fazer para entender esse conceito tão amplo da matemática? Vejo que para compreender temos que tornar a matemática uma ciência filosófica e não exata. Seria mais ou menos como assumir a condição de matematicamente um simples ponto possui definição abstrata. Ponto é aquilo de que nada é parte. Enfim, é um ponto e pronto. Tenho certeza que nós seres humanos não chegamos ao grau de glória ou conhecimento para ter entendimento da representação matemática para o todo. Se hoje não temos, no século VI a.C. menos ainda. A matemática equivocadamente é dada como sendo a ciência que representa TUDO. Posso dizer que na visão humana e também universal isso não se aplica. Tomemos por base que a criação do Homem por Deus se deu quando Ele pegou o material barro e com suas próprias mãos ‘construiu’ o Homem. Nesse momento, Ele não utilizou nenhum instrumento como, régua, compasso, esquadro entre outros. Isso em linguagem prosaica é dizer que Ele fez uma criação artística na forma de artesanato. Mais ainda posso dizer que a Matemática é dispensável nos dias atuais. Ela foi necessária até o dia que o Homem criou a calculadora e em seguida o computador, depois disso, deixou de ser tão presente em nossa rotina. Com o advento dessa máquina, tudo que pode ser calculado passou a ser desempenhado pela máquina, com isso, sobra-nos tempo e energia para realmente aprendermos conceitos que constroem o Homem como um ser humano em constante aprendizado através dos erros. Conceitos abstratos que máquina nenhuma consegue fazer conta ou representar em modelos matemáticos. Suponha que estamos em uma sala de formato cúbico, cuja porta é retangular, a janela quadrada e a luminária é triangular. A pergunta é: Qual deve ser o formato dos móveis, ou a cor da tinta das paredes? Essa pergunta não encontra resposta em nenhuma fórmula matemática, pois se trata de uma lógica abstrata, porém concreta. Vejo ainda, numa visão mais focada que a matemática está mais para aprisionar o Homem do que para libertá-lo. Essa ciência só existe por sabermos que suas regras e leis são inflexíveis, ou seja, 2 + 2 = 4. Não existe outro resultado. Não existe o resultado 3,999 ou 4,001. Se fizermos uma analogia das leis da Matemática com as leis do Homem, vamos perceber que leis só existem para cercear o livre arbítrio das pessoas. E seguir as leis é simplesmente impossível. Ora, se temos a liberdade de escolher, leis e regras não fazem parte da proposta divina, então eu posso concluir que os caminhos ao qual eu escolho podem ter diversos resultados e não um único e inflexível. E mais ainda, sabemos que a felicidade do Homem está nas mãos de Cristo. No momento em que Ele é batizado por João Batista sua fala é exatamente sobre o cumprimento da lei. Se a lei obriga, Ele assumiu essa obrigação para mais do que nunca termos nossa liberdade de escolha garantida. Em outras palavras, Ele se submete ao rigor e inflexibilidade da lei para com isso salvaguardar o nosso direito de não seguirmos a mesma lei. E com esse gesto, com esse fato, com esse comportamento, Jesus garante de todas as formas o nosso livre arbítrio. Volto a dizer que o ser humano ainda não atingiu o grau de glória necessário para ter o conhecimento matemático para poder expressar TUDO em linguagem exatamente Matemática. Para começar a compreendê-la dessa forma a Matemática passa a ser uma ciência não mais concreta, mas tão abstrata quanto a própria arte divina na criação do Homem. Esse pensamento pitagórico deve ser revisto, repensado e reescrito, da forma com que as pessoas se referem, está errado. Sustento esse pensamento na ideia de que para os calculistas o modelo de perfeição deve ser longilíneo, retilíneo, curvilíneo, milimétrico, cronométrico. Essa é uma visão distorcida da perfeição. O Homem ainda não entendeu nada sobre o caos, assim, julga que essas expressões geométricas possam representar o perfeito, quando na verdade, nada em lugar algum do universo adota formas tão óbvias quanto se expressam em números. Tentem imaginar como seria desenhar uma descarga elétrica (raio) com essas formas ou como seria o formato humano se Deus tivesse usado régua, compasso, esquadro, transferidor, etc. Ele não precisou de nada disso para dar a simetria harmônica em nosso formato. E mais ainda é saber que não existe nenhuma máquina construída pelo homem seguindo o modelo de perfeição adotado por alguns que tenha até agora conseguido representar a perfeição do caos. Seja na Criação ou na Evolução em momento algum iremos encontrar formas tão definidas ou conceituadas. O Homem não entendeu que nunca irá conseguir reproduzir algo ‘perfeitamente perfeito’. O mais próximo disso poderia citar a obra de Michelangelo quando ao terminar de esculpir a estátua de Moisés exclama admirado: ‘Porque não falas?’ E mesmo assim, a perfeição que ele se referia era exatamente a cópia fiel do modelo do Homem, o mesmo modelo criado por Deus sem nenhuma ferramenta de precisão, senão sua habilidade manual e observativa. Entendo que a ciência quanto mais avança no conhecimento, mais perto de Deus está. Sendo assim, buscar a perfeição não é encontrar respostas matemáticas, mas compreender a lógica ilógica. Afinal das ‘contas’, alguém pode dizer como é que o solo se transforma em leite? Refiro-me ao leite de vaca que esta se alimenta de capim e este por sua vez de terra (solo). Onde está a máquina construída matematicamente que irá de um lado receber terra (solo) e do outro lado derramar leite? Fosse assim, com certeza pelo menos a fome já teríamos erradicado da face da Terra. Para mim a Matemática é como um prato exótico da alta gastronomia, feito por ‘chefs’ muito habilidosos, porém, difícil de engolir. Faço destas palavras apenas um registro reflexivo sem a arrogância de ser o detentor da verdade, e também um apelo a um matemático que me ensine a ver nos números a poesia matematicamente lógica da Criação. Se isso existe, conseguir ler poesia em números com certeza é um dom para poucos.

 
 


Regularmente matriculado no CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal e ACIPI

Piracicaba - São Paulo - Brasil




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A Felicidade e a Matemática

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30/03/2013

Por vezes me pego vendo matérias em telejornais, sobre alguma injustiça cometida por todo o tipo de pessoas. Até aí, ainda é passível de compreensão

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Por vezes me pego vendo matérias em telejornais, sobre alguma injustiça cometida por todo o tipo de pessoas. Até aí, ainda é passível de compreensão de minha parte, pois não me cabe fazer juízo alheio, porém abro uma ressalva, quando ouço os responsáveis pelo ilícito criarem todo o tipo de argumento para ausentar-se desse ônus e pior que isso depositar a responsabilidade em outrem. Para mim as pessoas deveriam assumir suas faltas, pois quando conhecemos o propósito dos 5 passos para o arrependimento, vemos da grandeza de Jesus em assumir nossas faltas. Acredito que esse comportamento por parte da maioria das pessoas se dá justamente pelo afastamento da doutrina cristã promovido pelas inúmeras igrejas que povoam nosso país, além de ser potencializado pela fragilidade de lei. Mas vamos aos passos que estão norteando minha reflexão e que aprendi quando mais jovem.

Primeiro passo: Reconhecer o erro. Isso significa assumir a culpa por aquilo que fez o quanto antes que se deu por conta do erro cometido. É uma decisão íntima e pessoal.

Segundo passo: Pedir desculpa (perdão) a quem ofendeu ou prejudicou; Isso é difícil. Assumir já não é fácil, desculpar-se é pior ainda. Por isso que inventaram a confissão do errante para alguns sacerdotes. É justamente uma forma de fazer com que o errante confesse seu erro, porém para outra pessoa. Mas se o errante tem que confessar, que seja exatamente para quem ele ofendeu ou prejudicou e não com ou para os outros.

Terceiro passo: Reparar o erro para a pessoa que ofendeu ou prejudicou; Isso é óbvio, afinal, o dano pecuniário é até de certa forma fácil de ser resolvido, mas e quando as pessoas tiram a vida de outrem? Esse terceiro passo é fundamental para a reflexão das pessoas antes de fazerem alguma coisa contra alguém, com certeza, ao refletir, verá que o resultado de seus atos poderá gerar uma consequência irreparadora, dinheiro podemos devolver mesmo que levemos anos, mas a vida do próximo não tem como ser devolvida, nem como consolar a dor das famílias.

Quarto passo: Ter a certeza que nunca mais irá repetir aquele erro;

Uma vez tendo feito os três primeiros com o coração contrito e realmente buscando a sinceridade, a natureza humana nos envergonha do ato cometido, sendo este um motivo de repúdio pelo próprio errante. É esse pensamento que Cristo dá a mulher que foi salva por Ele do apedrejamento: ‘Vá e não peques mais!’ Em outras palavras: ‘Vá e não cometa o mesmo erro outras vezes!’

Quinto passo: Esquecer-se do erro.

Uma das coisas que é natural do ser humano é ficar se culpando para sempre de erros cometidos no passado. Isso é errado. Afinal, temos consciência tanto do ato como do processo de arrependimento adotado. E principalmente quando temos a certeza de que não mais repetiremos o mesmo erro outras vezes. Esquecer vem a ser uma das formas que Jesus encontrou de nos confortar sem ter que se punir pelo resto da vida. Esquecer é necessário para que o espírito continue em seu caminho de aprendizado, afinal, o erro faz parte do acerto, o erro enriquece o conhecimento. E esta é a finalidade de todos nós, evoluirmos mental e espiritualmente.

Entender e aceitar esses passos é importantíssimo para compreensão da doutrina cristã quanto ao fato da remissão de nossos erros. Pois a doutrina é pétrea, é inflexível e não depende do Canon de nenhuma igreja. Assim, posso afirmar que religião não tem nada em comum com Jesus Cristo ou com cristianismo, todas as igrejas são de vãs doutrinas, hora aqui ou outra lá, acabam distorcendo a verdadeira doutrina cristã. E esta, só pode ser compreendida quando se conhece mais e mais da teologia do que do dogma de cada igreja. Principalmente por saber que o conceito de igreja por si só já está distorcido. Por muito tempo a imagem de igreja é o entendimento da construção civil com paredes, portas e janelas para receber os fiéis. E o entendimento de igreja é a reunião dos fieis em qualquer lugar para nesse momento aprenderem da doutrina cristã. As igrejas criam seus próprios rituais e dão como sendo rituais cristãos. Mas se a doutrina é inflexível, qualquer derivação dela significa apostasia que é o afastamento da verdade. Porém, as igrejas não querem ver assim e muito menos que seus fiéis vejam, dessa forma, dizem que seus rituais são sacros e adotam o conceito de dogma ou Canon. Para tomar isso como verdade, basta lembrar Martinho Lutero ou João Calvino, entre outros. Agora vamos aos fatos. A compaixão de Cristo por nós está dentro da lei. E precisamos entender isso muito bem, pois, somente pela graça através de nossa fé poderemos ser felizes, ou salvos como dizem alguns. Se não existisse lei, não haveria erro, não havendo erro, não precisaríamos de Cristo. Seguramente estaríamos vivendo o plano de Lúcifer quando disse que não se perderia nenhuma alma. Quando vejo nos noticiários as pessoas covardemente mentindo quanto aos fatos que o levaram a cometer um ilícito qualquer, observo duas coisas bem claras, uma delas é que essa pessoa não vive o Evangelho a outra é que com certeza não conhece os cinco passos do arrependimento. As declarações são vergonhosamente um depositário de culpa no próximo que nesse caso é a vítima. Isso é notado no passado mais remoto do comportamento do ser humano. A ausência de responsabilidade das pessoas é observada nos primeiros relatos bíblicos quando Deus questiona a Adão sobre o fruto proibido, e este responde a Deus, culpando-o por ter-lhe dado Eva. E Eva culpou a serpente por ter comido do fruto proibido. Além disso, o livro de Levítico trata exatamente do sacrifício de animais para a remissão dos pecados do povo daquela época. Cada animal em gênero e número, para cada tipo de pecado. Assim, desde os tempos imemoriais o Homem deposita a sua culpa em outra pessoa para não assumir seus próprios erros. Ou então, sacrifica um animal em lugar de seus erros. E quando não tem a quem culpar ou oferecer como sacrifício, deposita o ônus da culpa em Lúcifer. E Lúcifer é um personagem equivocadamente mal interpretado por todas as religiões. Não é necessário culpar outrem nem mesmo Lúcifer pelos seus erros. Isso tudo é desnecessário, pois Jesus assumiu esses erros no Getsamani e pagou por eles na Cruz. Quando Ele agiu assim, ausentou automaticamente a responsabilidade do errante. Dessa forma voltamos ao primeiro passo do arrependimento, que é assumir o nosso erro. Seguindo a doutrina cristã, basta que tenhamos fé e seremos salvos pela graça e misericórdia de Deus. Resta-nos apenas fazer as obras que são os exercícios da fé. E por quê Jesus disse a João Batista que Ele deveria ser batizado por João? Ele mesmo respondeu a João que era para que toda a lei se cumprisse. E a lei era dos antigos profetas que estão no Velho Testamento, a Lei de Moisés. Ora, uma vez cumprida a lei, Jesus estava amparado por esta mesma lei, quanto a ser nosso credor. Em outras palavras, ele comprou nossos erros e pagou por eles, agora todos nós devemos a Ele. Volto a dizer que o errante alcançará a felicidade, pela graça e misericórdia de Deus e não pela lei. Essa é a proposta da doutrina de Cristo. Agora gostaria de tocar num assunto que me deixa reflexivo quanto a veracidade da assertiva em que todas as repostas são dadas pela matemática. Esse pensamento foi criado pelo filósofo grego Pitágoras no século VI a.C. Por vezes me deparo com pessoas que têm afinidade com Ciências Exatas e dizem sobre a Matemática ser uma ciência que está em TUDO. Vamos refletir um pouco sobre essa assertiva. Matemática são regras, regras são leis e leis devem ser cumpridas e não discutidas, numa visão antropocêntrica e religiosa elas não nos fazem felizes, ao contrário, nos condenam, portanto saber sobre Matemática é saber somente sobre leis e regras. A graça de Jesus não preconiza o cumprimento das leis por nós, mas sim, o seguimento da doutrina que nos admoesta para fazermos obras, amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Vejo as pessoas que têm facilidade com Ciências Exatas, muitas vezes erram naturalmente por acreditar que tudo se resolve em algum modelo matemático, mas a grande sacada disso é saber que não existem fórmulas para a salvação, absolvição ou felicidade, pois a perfeição está no caos e no caos não há modelos, regras ou leis. O caos é o modelo de perfeição, pois ele obedece a ordem natural das coisas. E o entendimento do caos é fazer a analogia com um rio que não é o mesmo da nascente à foz. Não existe fórmula ou modelo que consiga definir um rio e seu movimento. Fórmulas ou modelos matemáticos não conseguem sequer prever o passado. Coisas que já aconteceram e sabemos por observação e registros como planilhas, fotos, testemunhos, etc. Por exemplo, podemos citar as previsões meteorológicas que depois de bilhões de cálculos acabam por tentativa de acerto e erro prever o futuro das chuvas, mas os mesmos modelos matemáticos que foram utilizados para prever o futuro não conseguiram prever o passado que já foi registrado por equipamentos, como computadores, os mesmos utilizados para fazer os cálculos. Isso é uma fragilidade do modelo que não se aplica no tempo espaço definido por Einstein e muito menos para a doutrina cristã. Ora como vamos fazer para entender esse conceito tão amplo da matemática? Vejo que para compreender temos que tornar a matemática uma ciência filosófica e não exata. Seria mais ou menos como assumir a condição de matematicamente um simples ponto possui definição abstrata. Ponto é aquilo de que nada é parte. Enfim, é um ponto e pronto. Tenho certeza que nós seres humanos não chegamos ao grau de glória ou conhecimento para ter entendimento da representação matemática para o todo. Se hoje não temos, no século VI a.C. menos ainda. A matemática equivocadamente é dada como sendo a ciência que representa TUDO. Posso dizer que na visão humana e também universal isso não se aplica. Tomemos por base que a criação do Homem por Deus se deu quando Ele pegou o material barro e com suas próprias mãos ‘construiu’ o Homem. Nesse momento, Ele não utilizou nenhum instrumento como, régua, compasso, esquadro entre outros. Isso em linguagem prosaica é dizer que Ele fez uma criação artística na forma de artesanato. Mais ainda posso dizer que a Matemática é dispensável nos dias atuais. Ela foi necessária até o dia que o Homem criou a calculadora e em seguida o computador, depois disso, deixou de ser tão presente em nossa rotina. Com o advento dessa máquina, tudo que pode ser calculado passou a ser desempenhado pela máquina, com isso, sobra-nos tempo e energia para realmente aprendermos conceitos que constroem o Homem como um ser humano em constante aprendizado através dos erros. Conceitos abstratos que máquina nenhuma consegue fazer conta ou representar em modelos matemáticos. Suponha que estamos em uma sala de formato cúbico, cuja porta é retangular, a janela quadrada e a luminária é triangular. A pergunta é: Qual deve ser o formato dos móveis, ou a cor da tinta das paredes? Essa pergunta não encontra resposta em nenhuma fórmula matemática, pois se trata de uma lógica abstrata, porém concreta. Vejo ainda, numa visão mais focada que a matemática está mais para aprisionar o Homem do que para libertá-lo. Essa ciência só existe por sabermos que suas regras e leis são inflexíveis, ou seja, 2 + 2 = 4. Não existe outro resultado. Não existe o resultado 3,999 ou 4,001. Se fizermos uma analogia das leis da Matemática com as leis do Homem, vamos perceber que leis só existem para cercear o livre arbítrio das pessoas. E seguir as leis é simplesmente impossível. Ora, se temos a liberdade de escolher, leis e regras não fazem parte da proposta divina, então eu posso concluir que os caminhos ao qual eu escolho podem ter diversos resultados e não um único e inflexível. E mais ainda, sabemos que a felicidade do Homem está nas mãos de Cristo. No momento em que Ele é batizado por João Batista sua fala é exatamente sobre o cumprimento da lei. Se a lei obriga, Ele assumiu essa obrigação para mais do que nunca termos nossa liberdade de escolha garantida. Em outras palavras, Ele se submete ao rigor e inflexibilidade da lei para com isso salvaguardar o nosso direito de não seguirmos a mesma lei. E com esse gesto, com esse fato, com esse comportamento, Jesus garante de todas as formas o nosso livre arbítrio. Volto a dizer que o ser humano ainda não atingiu o grau de glória necessário para ter o conhecimento matemático para poder expressar TUDO em linguagem exatamente Matemática. Para começar a compreendê-la dessa forma a Matemática passa a ser uma ciência não mais concreta, mas tão abstrata quanto a própria arte divina na criação do Homem. Esse pensamento pitagórico deve ser revisto, repensado e reescrito, da forma com que as pessoas se referem, está errado. Sustento esse pensamento na ideia de que para os calculistas o modelo de perfeição deve ser longilíneo, retilíneo, curvilíneo, milimétrico, cronométrico. Essa é uma visão distorcida da perfeição. O Homem ainda não entendeu nada sobre o caos, assim, julga que essas expressões geométricas possam representar o perfeito, quando na verdade, nada em lugar algum do universo adota formas tão óbvias quanto se expressam em números. Tentem imaginar como seria desenhar uma descarga elétrica (raio) com essas formas ou como seria o formato humano se Deus tivesse usado régua, compasso, esquadro, transferidor, etc. Ele não precisou de nada disso para dar a simetria harmônica em nosso formato. E mais ainda é saber que não existe nenhuma máquina construída pelo homem seguindo o modelo de perfeição adotado por alguns que tenha até agora conseguido representar a perfeição do caos. Seja na Criação ou na Evolução em momento algum iremos encontrar formas tão definidas ou conceituadas. O Homem não entendeu que nunca irá conseguir reproduzir algo ‘perfeitamente perfeito’. O mais próximo disso poderia citar a obra de Michelangelo quando ao terminar de esculpir a estátua de Moisés exclama admirado: ‘Porque não falas?’ E mesmo assim, a perfeição que ele se referia era exatamente a cópia fiel do modelo do Homem, o mesmo modelo criado por Deus sem nenhuma ferramenta de precisão, senão sua habilidade manual e observativa. Entendo que a ciência quanto mais avança no conhecimento, mais perto de Deus está. Sendo assim, buscar a perfeição não é encontrar respostas matemáticas, mas compreender a lógica ilógica. Afinal das ‘contas’, alguém pode dizer como é que o solo se transforma em leite? Refiro-me ao leite de vaca que esta se alimenta de capim e este por sua vez de terra (solo). Onde está a máquina construída matematicamente que irá de um lado receber terra (solo) e do outro lado derramar leite? Fosse assim, com certeza pelo menos a fome já teríamos erradicado da face da Terra. Para mim a Matemática é como um prato exótico da alta gastronomia, feito por ‘chefs’ muito habilidosos, porém, difícil de engolir. Faço destas palavras apenas um registro reflexivo sem a arrogância de ser o detentor da verdade, e também um apelo a um matemático que me ensine a ver nos números a poesia matematicamente lógica da Criação. Se isso existe, conseguir ler poesia em números com certeza é um dom para poucos.

 
 




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A Felicidade e a Matemática

 Alexandre Vendemiatti

30/03/2013

Por vezes me pego vendo matérias em telejornais, sobre alguma injustiça cometida por todo o tipo de pessoas. Até aí, ainda é passível de compreensão

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Por vezes me pego vendo matérias em telejornais, sobre alguma injustiça cometida por todo o tipo de pessoas. Até aí, ainda é passível de compreensão de minha parte, pois não me cabe fazer juízo alheio, porém abro uma ressalva, quando ouço os responsáveis pelo ilícito criarem todo o tipo de argumento para ausentar-se desse ônus e pior que isso depositar a responsabilidade em outrem. Para mim as pessoas deveriam assumir suas faltas, pois quando conhecemos o propósito dos 5 passos para o arrependimento, vemos da grandeza de Jesus em assumir nossas faltas. Acredito que esse comportamento por parte da maioria das pessoas se dá justamente pelo afastamento da doutrina cristã promovido pelas inúmeras igrejas que povoam nosso país, além de ser potencializado pela fragilidade de lei. Mas vamos aos passos que estão norteando minha reflexão e que aprendi quando mais jovem.

Primeiro passo: Reconhecer o erro. Isso significa assumir a culpa por aquilo que fez o quanto antes que se deu por conta do erro cometido. É uma decisão íntima e pessoal.

Segundo passo: Pedir desculpa (perdão) a quem ofendeu ou prejudicou; Isso é difícil. Assumir já não é fácil, desculpar-se é pior ainda. Por isso que inventaram a confissão do errante para alguns sacerdotes. É justamente uma forma de fazer com que o errante confesse seu erro, porém para outra pessoa. Mas se o errante tem que confessar, que seja exatamente para quem ele ofendeu ou prejudicou e não com ou para os outros.

Terceiro passo: Reparar o erro para a pessoa que ofendeu ou prejudicou; Isso é óbvio, afinal, o dano pecuniário é até de certa forma fácil de ser resolvido, mas e quando as pessoas tiram a vida de outrem? Esse terceiro passo é fundamental para a reflexão das pessoas antes de fazerem alguma coisa contra alguém, com certeza, ao refletir, verá que o resultado de seus atos poderá gerar uma consequência irreparadora, dinheiro podemos devolver mesmo que levemos anos, mas a vida do próximo não tem como ser devolvida, nem como consolar a dor das famílias.

Quarto passo: Ter a certeza que nunca mais irá repetir aquele erro;

Uma vez tendo feito os três primeiros com o coração contrito e realmente buscando a sinceridade, a natureza humana nos envergonha do ato cometido, sendo este um motivo de repúdio pelo próprio errante. É esse pensamento que Cristo dá a mulher que foi salva por Ele do apedrejamento: ‘Vá e não peques mais!’ Em outras palavras: ‘Vá e não cometa o mesmo erro outras vezes!’

Quinto passo: Esquecer-se do erro.

Uma das coisas que é natural do ser humano é ficar se culpando para sempre de erros cometidos no passado. Isso é errado. Afinal, temos consciência tanto do ato como do processo de arrependimento adotado. E principalmente quando temos a certeza de que não mais repetiremos o mesmo erro outras vezes. Esquecer vem a ser uma das formas que Jesus encontrou de nos confortar sem ter que se punir pelo resto da vida. Esquecer é necessário para que o espírito continue em seu caminho de aprendizado, afinal, o erro faz parte do acerto, o erro enriquece o conhecimento. E esta é a finalidade de todos nós, evoluirmos mental e espiritualmente.

Entender e aceitar esses passos é importantíssimo para compreensão da doutrina cristã quanto ao fato da remissão de nossos erros. Pois a doutrina é pétrea, é inflexível e não depende do Canon de nenhuma igreja. Assim, posso afirmar que religião não tem nada em comum com Jesus Cristo ou com cristianismo, todas as igrejas são de vãs doutrinas, hora aqui ou outra lá, acabam distorcendo a verdadeira doutrina cristã. E esta, só pode ser compreendida quando se conhece mais e mais da teologia do que do dogma de cada igreja. Principalmente por saber que o conceito de igreja por si só já está distorcido. Por muito tempo a imagem de igreja é o entendimento da construção civil com paredes, portas e janelas para receber os fiéis. E o entendimento de igreja é a reunião dos fieis em qualquer lugar para nesse momento aprenderem da doutrina cristã. As igrejas criam seus próprios rituais e dão como sendo rituais cristãos. Mas se a doutrina é inflexível, qualquer derivação dela significa apostasia que é o afastamento da verdade. Porém, as igrejas não querem ver assim e muito menos que seus fiéis vejam, dessa forma, dizem que seus rituais são sacros e adotam o conceito de dogma ou Canon. Para tomar isso como verdade, basta lembrar Martinho Lutero ou João Calvino, entre outros. Agora vamos aos fatos. A compaixão de Cristo por nós está dentro da lei. E precisamos entender isso muito bem, pois, somente pela graça através de nossa fé poderemos ser felizes, ou salvos como dizem alguns. Se não existisse lei, não haveria erro, não havendo erro, não precisaríamos de Cristo. Seguramente estaríamos vivendo o plano de Lúcifer quando disse que não se perderia nenhuma alma. Quando vejo nos noticiários as pessoas covardemente mentindo quanto aos fatos que o levaram a cometer um ilícito qualquer, observo duas coisas bem claras, uma delas é que essa pessoa não vive o Evangelho a outra é que com certeza não conhece os cinco passos do arrependimento. As declarações são vergonhosamente um depositário de culpa no próximo que nesse caso é a vítima. Isso é notado no passado mais remoto do comportamento do ser humano. A ausência de responsabilidade das pessoas é observada nos primeiros relatos bíblicos quando Deus questiona a Adão sobre o fruto proibido, e este responde a Deus, culpando-o por ter-lhe dado Eva. E Eva culpou a serpente por ter comido do fruto proibido. Além disso, o livro de Levítico trata exatamente do sacrifício de animais para a remissão dos pecados do povo daquela época. Cada animal em gênero e número, para cada tipo de pecado. Assim, desde os tempos imemoriais o Homem deposita a sua culpa em outra pessoa para não assumir seus próprios erros. Ou então, sacrifica um animal em lugar de seus erros. E quando não tem a quem culpar ou oferecer como sacrifício, deposita o ônus da culpa em Lúcifer. E Lúcifer é um personagem equivocadamente mal interpretado por todas as religiões. Não é necessário culpar outrem nem mesmo Lúcifer pelos seus erros. Isso tudo é desnecessário, pois Jesus assumiu esses erros no Getsamani e pagou por eles na Cruz. Quando Ele agiu assim, ausentou automaticamente a responsabilidade do errante. Dessa forma voltamos ao primeiro passo do arrependimento, que é assumir o nosso erro. Seguindo a doutrina cristã, basta que tenhamos fé e seremos salvos pela graça e misericórdia de Deus. Resta-nos apenas fazer as obras que são os exercícios da fé. E por quê Jesus disse a João Batista que Ele deveria ser batizado por João? Ele mesmo respondeu a João que era para que toda a lei se cumprisse. E a lei era dos antigos profetas que estão no Velho Testamento, a Lei de Moisés. Ora, uma vez cumprida a lei, Jesus estava amparado por esta mesma lei, quanto a ser nosso credor. Em outras palavras, ele comprou nossos erros e pagou por eles, agora todos nós devemos a Ele. Volto a dizer que o errante alcançará a felicidade, pela graça e misericórdia de Deus e não pela lei. Essa é a proposta da doutrina de Cristo. Agora gostaria de tocar num assunto que me deixa reflexivo quanto a veracidade da assertiva em que todas as repostas são dadas pela matemática. Esse pensamento foi criado pelo filósofo grego Pitágoras no século VI a.C. Por vezes me deparo com pessoas que têm afinidade com Ciências Exatas e dizem sobre a Matemática ser uma ciência que está em TUDO. Vamos refletir um pouco sobre essa assertiva. Matemática são regras, regras são leis e leis devem ser cumpridas e não discutidas, numa visão antropocêntrica e religiosa elas não nos fazem felizes, ao contrário, nos condenam, portanto saber sobre Matemática é saber somente sobre leis e regras. A graça de Jesus não preconiza o cumprimento das leis por nós, mas sim, o seguimento da doutrina que nos admoesta para fazermos obras, amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Vejo as pessoas que têm facilidade com Ciências Exatas, muitas vezes erram naturalmente por acreditar que tudo se resolve em algum modelo matemático, mas a grande sacada disso é saber que não existem fórmulas para a salvação, absolvição ou felicidade, pois a perfeição está no caos e no caos não há modelos, regras ou leis. O caos é o modelo de perfeição, pois ele obedece a ordem natural das coisas. E o entendimento do caos é fazer a analogia com um rio que não é o mesmo da nascente à foz. Não existe fórmula ou modelo que consiga definir um rio e seu movimento. Fórmulas ou modelos matemáticos não conseguem sequer prever o passado. Coisas que já aconteceram e sabemos por observação e registros como planilhas, fotos, testemunhos, etc. Por exemplo, podemos citar as previsões meteorológicas que depois de bilhões de cálculos acabam por tentativa de acerto e erro prever o futuro das chuvas, mas os mesmos modelos matemáticos que foram utilizados para prever o futuro não conseguiram prever o passado que já foi registrado por equipamentos, como computadores, os mesmos utilizados para fazer os cálculos. Isso é uma fragilidade do modelo que não se aplica no tempo espaço definido por Einstein e muito menos para a doutrina cristã. Ora como vamos fazer para entender esse conceito tão amplo da matemática? Vejo que para compreender temos que tornar a matemática uma ciência filosófica e não exata. Seria mais ou menos como assumir a condição de matematicamente um simples ponto possui definição abstrata. Ponto é aquilo de que nada é parte. Enfim, é um ponto e pronto. Tenho certeza que nós seres humanos não chegamos ao grau de glória ou conhecimento para ter entendimento da representação matemática para o todo. Se hoje não temos, no século VI a.C. menos ainda. A matemática equivocadamente é dada como sendo a ciência que representa TUDO. Posso dizer que na visão humana e também universal isso não se aplica. Tomemos por base que a criação do Homem por Deus se deu quando Ele pegou o material barro e com suas próprias mãos ‘construiu’ o Homem. Nesse momento, Ele não utilizou nenhum instrumento como, régua, compasso, esquadro entre outros. Isso em linguagem prosaica é dizer que Ele fez uma criação artística na forma de artesanato. Mais ainda posso dizer que a Matemática é dispensável nos dias atuais. Ela foi necessária até o dia que o Homem criou a calculadora e em seguida o computador, depois disso, deixou de ser tão presente em nossa rotina. Com o advento dessa máquina, tudo que pode ser calculado passou a ser desempenhado pela máquina, com isso, sobra-nos tempo e energia para realmente aprendermos conceitos que constroem o Homem como um ser humano em constante aprendizado através dos erros. Conceitos abstratos que máquina nenhuma consegue fazer conta ou representar em modelos matemáticos. Suponha que estamos em uma sala de formato cúbico, cuja porta é retangular, a janela quadrada e a luminária é triangular. A pergunta é: Qual deve ser o formato dos móveis, ou a cor da tinta das paredes? Essa pergunta não encontra resposta em nenhuma fórmula matemática, pois se trata de uma lógica abstrata, porém concreta. Vejo ainda, numa visão mais focada que a matemática está mais para aprisionar o Homem do que para libertá-lo. Essa ciência só existe por sabermos que suas regras e leis são inflexíveis, ou seja, 2 + 2 = 4. Não existe outro resultado. Não existe o resultado 3,999 ou 4,001. Se fizermos uma analogia das leis da Matemática com as leis do Homem, vamos perceber que leis só existem para cercear o livre arbítrio das pessoas. E seguir as leis é simplesmente impossível. Ora, se temos a liberdade de escolher, leis e regras não fazem parte da proposta divina, então eu posso concluir que os caminhos ao qual eu escolho podem ter diversos resultados e não um único e inflexível. E mais ainda, sabemos que a felicidade do Homem está nas mãos de Cristo. No momento em que Ele é batizado por João Batista sua fala é exatamente sobre o cumprimento da lei. Se a lei obriga, Ele assumiu essa obrigação para mais do que nunca termos nossa liberdade de escolha garantida. Em outras palavras, Ele se submete ao rigor e inflexibilidade da lei para com isso salvaguardar o nosso direito de não seguirmos a mesma lei. E com esse gesto, com esse fato, com esse comportamento, Jesus garante de todas as formas o nosso livre arbítrio. Volto a dizer que o ser humano ainda não atingiu o grau de glória necessário para ter o conhecimento matemático para poder expressar TUDO em linguagem exatamente Matemática. Para começar a compreendê-la dessa forma a Matemática passa a ser uma ciência não mais concreta, mas tão abstrata quanto a própria arte divina na criação do Homem. Esse pensamento pitagórico deve ser revisto, repensado e reescrito, da forma com que as pessoas se referem, está errado. Sustento esse pensamento na ideia de que para os calculistas o modelo de perfeição deve ser longilíneo, retilíneo, curvilíneo, milimétrico, cronométrico. Essa é uma visão distorcida da perfeição. O Homem ainda não entendeu nada sobre o caos, assim, julga que essas expressões geométricas possam representar o perfeito, quando na verdade, nada em lugar algum do universo adota formas tão óbvias quanto se expressam em números. Tentem imaginar como seria desenhar uma descarga elétrica (raio) com essas formas ou como seria o formato humano se Deus tivesse usado régua, compasso, esquadro, transferidor, etc. Ele não precisou de nada disso para dar a simetria harmônica em nosso formato. E mais ainda é saber que não existe nenhuma máquina construída pelo homem seguindo o modelo de perfeição adotado por alguns que tenha até agora conseguido representar a perfeição do caos. Seja na Criação ou na Evolução em momento algum iremos encontrar formas tão definidas ou conceituadas. O Homem não entendeu que nunca irá conseguir reproduzir algo ‘perfeitamente perfeito’. O mais próximo disso poderia citar a obra de Michelangelo quando ao terminar de esculpir a estátua de Moisés exclama admirado: ‘Porque não falas?’ E mesmo assim, a perfeição que ele se referia era exatamente a cópia fiel do modelo do Homem, o mesmo modelo criado por Deus sem nenhuma ferramenta de precisão, senão sua habilidade manual e observativa. Entendo que a ciência quanto mais avança no conhecimento, mais perto de Deus está. Sendo assim, buscar a perfeição não é encontrar respostas matemáticas, mas compreender a lógica ilógica. Afinal das ‘contas’, alguém pode dizer como é que o solo se transforma em leite? Refiro-me ao leite de vaca que esta se alimenta de capim e este por sua vez de terra (solo). Onde está a máquina construída matematicamente que irá de um lado receber terra (solo) e do outro lado derramar leite? Fosse assim, com certeza pelo menos a fome já teríamos erradicado da face da Terra. Para mim a Matemática é como um prato exótico da alta gastronomia, feito por ‘chefs’ muito habilidosos, porém, difícil de engolir. Faço destas palavras apenas um registro reflexivo sem a arrogância de ser o detentor da verdade, e também um apelo a um matemático que me ensine a ver nos números a poesia matematicamente lógica da Criação. Se isso existe, conseguir ler poesia em números com certeza é um dom para poucos.


Regularmente matriculado no CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal e ACIPI

Piracicaba - São Paulo - Brasil



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