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Nutrição vegetal doméstica

 Alexandre Vendemiatti

 As plantas comem. Isso é fato. No meio técnico a adubação é falada como "dar comida" para as plantas. Embora produzam seu próprio alimento através

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As plantas comem. Isso é fato. No meio técnico a adubação é falada como "dar comida" para as plantas. Embora produzam seu próprio alimento através da fotossíntese, elas precisam de matéria-prima para produzi-los. Essa matéria-prima nada mais é do que o elemento químico que está na natureza disponibilizado no solo, ou quando em cultivos comerciais ou domésticos é oferecido na forma de adubos químicos ou orgânicos. Quando o solo é fértil e sadio as plantas são vigorosas e sadias. É assim que funciona. Outros fatores como a temperatura, iluminação e umidade também influenciam na saúde e vigor das plantas. Plantas em vasos que possuem substratos como fibra de coco (samambaias) e casca de pinus (orquídeas) são pobres em nutrientes. Dessa forma elas necessitam de cuidados adicionais e recorrentes na alimentação para se estabelecerem. Quando se usa adubação química existe a preocupação de não errar na diluição, pois são produtos vendidos na forma concentrada e podem prejudicar ou matar a planta. É comum a pessoa leiga comprar adubo granulado, farelado ou líquido e não seguir a orientação da bula. Quando a dosagem é acima da recomendada o adubo se torna tóxico para o vegetal e, quando abaixo do indicado, não produz efeito. Existem vários tipos de fertilizantes no mercado, alguns são específicos para determinados vegetais. A formulação mais comum é N-P-K que na ordem significa nitrogênio, fósforo e potássio, e que podem ser incrementados com cálcio, magnésio e enxofre. São conhecidos como macronutrientes por serem oferecidos em grandes quantidades, mas essas grandes quantidades não passam de alguns gramas por planta. E não são suficientes, ainda é necessário completar o cardápio com micronutrientes tais como boro, cobre, ferro, molibdênio, manganês, zinco, níquel, cobalto e cloro que por sua vez são oferecidos em miligramas por planta. Particularmente desaconselho o uso de adubos químicos por leigos, exatamente pelo risco de errar no preparo e matar a planta. De alguns anos para cá o mercado absorveu a necessidade de oferecer adubos orgânicos, talvez por um apelo mais ecológico do que nutricional, colocando à disposição fertilizantes e condicionadores em embalagens pequenas, baratas, práticas e prontas para o uso doméstico. Estas possuem todos os nutrientes citados acima com uma vantagem enorme, será muito difícil injuriar a planta, além de a maioria ser encontrado gratuitamente, como o esterco bovino.

 
 


Regularmente matriculado no CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal e ACIPI

Piracicaba - São Paulo - Brasil




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As plantas comem. Isso é fato. No meio técnico a adubação é falada como "dar comida" para as plantas. Embora produzam seu próprio alimento através da fotossíntese, elas precisam de matéria-prima para produzi-los. Essa matéria-prima nada mais é do que o elemento químico que está na natureza disponibilizado no solo, ou quando em cultivos comerciais ou domésticos é oferecido na forma de adubos químicos ou orgânicos. Quando o solo é fértil e sadio as plantas são vigorosas e sadias. É assim que funciona. Outros fatores como a temperatura, iluminação e umidade também influenciam na saúde e vigor das plantas. Plantas em vasos que possuem substratos como fibra de coco (samambaias) e casca de pinus (orquídeas) são pobres em nutrientes. Dessa forma elas necessitam de cuidados adicionais e recorrentes na alimentação para se estabelecerem. Quando se usa adubação química existe a preocupação de não errar na diluição, pois são produtos vendidos na forma concentrada e podem prejudicar ou matar a planta. É comum a pessoa leiga comprar adubo granulado, farelado ou líquido e não seguir a orientação da bula. Quando a dosagem é acima da recomendada o adubo se torna tóxico para o vegetal e, quando abaixo do indicado, não produz efeito. Existem vários tipos de fertilizantes no mercado, alguns são específicos para determinados vegetais. A formulação mais comum é N-P-K que na ordem significa nitrogênio, fósforo e potássio, e que podem ser incrementados com cálcio, magnésio e enxofre. São conhecidos como macronutrientes por serem oferecidos em grandes quantidades, mas essas grandes quantidades não passam de alguns gramas por planta. E não são suficientes, ainda é necessário completar o cardápio com micronutrientes tais como boro, cobre, ferro, molibdênio, manganês, zinco, níquel, cobalto e cloro que por sua vez são oferecidos em miligramas por planta. Particularmente desaconselho o uso de adubos químicos por leigos, exatamente pelo risco de errar no preparo e matar a planta. De alguns anos para cá o mercado absorveu a necessidade de oferecer adubos orgânicos, talvez por um apelo mais ecológico do que nutricional, colocando à disposição fertilizantes e condicionadores em embalagens pequenas, baratas, práticas e prontas para o uso doméstico. Estas possuem todos os nutrientes citados acima com uma vantagem enorme, será muito difícil injuriar a planta, além de a maioria ser encontrado gratuitamente, como o esterco bovino.

 
 




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As plantas comem. Isso é fato. No meio técnico a adubação é falada como "dar comida" para as plantas. Embora produzam seu próprio alimento através da fotossíntese, elas precisam de matéria-prima para produzi-los. Essa matéria-prima nada mais é do que o elemento químico que está na natureza disponibilizado no solo, ou quando em cultivos comerciais ou domésticos é oferecido na forma de adubos químicos ou orgânicos. Quando o solo é fértil e sadio as plantas são vigorosas e sadias. É assim que funciona. Outros fatores como a temperatura, iluminação e umidade também influenciam na saúde e vigor das plantas. Plantas em vasos que possuem substratos como fibra de coco (samambaias) e casca de pinus (orquídeas) são pobres em nutrientes. Dessa forma elas necessitam de cuidados adicionais e recorrentes na alimentação para se estabelecerem. Quando se usa adubação química existe a preocupação de não errar na diluição, pois são produtos vendidos na forma concentrada e podem prejudicar ou matar a planta. É comum a pessoa leiga comprar adubo granulado, farelado ou líquido e não seguir a orientação da bula. Quando a dosagem é acima da recomendada o adubo se torna tóxico para o vegetal e, quando abaixo do indicado, não produz efeito. Existem vários tipos de fertilizantes no mercado, alguns são específicos para determinados vegetais. A formulação mais comum é N-P-K que na ordem significa nitrogênio, fósforo e potássio, e que podem ser incrementados com cálcio, magnésio e enxofre. São conhecidos como macronutrientes por serem oferecidos em grandes quantidades, mas essas grandes quantidades não passam de alguns gramas por planta. E não são suficientes, ainda é necessário completar o cardápio com micronutrientes tais como boro, cobre, ferro, molibdênio, manganês, zinco, níquel, cobalto e cloro que por sua vez são oferecidos em miligramas por planta. Particularmente desaconselho o uso de adubos químicos por leigos, exatamente pelo risco de errar no preparo e matar a planta. De alguns anos para cá o mercado absorveu a necessidade de oferecer adubos orgânicos, talvez por um apelo mais ecológico do que nutricional, colocando à disposição fertilizantes e condicionadores em embalagens pequenas, baratas, práticas e prontas para o uso doméstico. Estas possuem todos os nutrientes citados acima com uma vantagem enorme, será muito difícil injuriar a planta, além de a maioria ser encontrado gratuitamente, como o esterco bovino.


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